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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Desejo

Desejo, como explicar tamanha voracidade em saciar o meu querer, e como esse querer que toma conta dos meus pensamentos e das reações do meu corpo pode ser tão delicioso?A mente é tomada pelo desejo que o corpo anseia, e esse é momento de se entregar e se embriagar em êxtase total. Ao contrário do muita gente pensa, o desejo, a vontade não é uma coisa que da, e passa, ele se aquieta, se silencia por algum momento como um predador a espreita pronto para atacar, e ataca. No seu momento mais vulnerável ele aparece tomando conta dos seus atos e provocando seus mais obscuros desejos, aflorando seus instintos.
O desejo para mim é o melhor estado de se sentir, queria poder mergulhar em meus desejos sem culpa ser dever nada a ninguém sem medo das conseqüências e do que possam pensar, e me tornar refém, perder o controle. Até porque que graça teria controlar o desejo? Só de pensar nas mais prazerosas formas de sentir e expressar, já causa mais e mais dessa sensação maravilhosa. A imagem, a expectativa, a excitação, o cheiro, o tato, contato visual, o sabor. Ah o sabor! Sabor da boca, do pescoço, o sabor impudico, lascivo que só de pensar da água na boca.
Pra mim quem reprime o desejo é covarde, uma pessoa medrosa que tem medo de se entregar aos mais saborosos momentos da vida, aqueles momentos que realmente valem a pena lembrar e relembrar. Então porque se reprimir? Entregue-se, sinta, deixe-se perder sem culpa.
Mas, como saciar o desejo quando esse se torna inatingível? Desejar tanto algo e não poder expressar, não poder sentir, não poder saciar a fome que consome a mente e a alma querer tanto algo e não ter, é frustração. O que sinto com certeza é que o desejo singular, obsceno e saboroso e a necessidade mais deliciosa da vida, sentir desejo é tão bom quanto saciar essa vontade. Então não se preocupe, deseje, deixe fluir sem culpa o seu egoísmo para matar a sua vontade que está te consumindo, e saboreie o estado de estar plenamente satisfeito.

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