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terça-feira, 13 de julho de 2010

Solidão



Tenebrosa, turva e obscura. Como uma noite fria e chuvosa. Consome minha mente como se fosse um parasita. Toma conta de mim, dos atos, pensamentos, em fim de tudo. Será que é o fim de tudo? Ou será que isso não tem fim? Arrogante, prepotente, usurpadora de mim, para eu mesmo. Estanho não? Mas sinta, olhe, para, pense.
Em meio à imensidão de gente não vejo ninguém, será que sou visto? Imperceptível aos olhos da multidão, passo como vento...não até o vento causa calafrios. O que eu causo? O que eu proporciono? O que eu sinto? Vazio um poço profundo sem água, totalmente consumido, usado e deixado de lado.
Preso em uma cela mental a qual liberdade se restringe em estar. Estar bem, com alguém. ser notado. Nasci, cresci, estudei, trabalhei, cometi erros e acerto mais não deixei lembranças, saudade, nem repulsa. Preso em um estado catatônico um Carandiru Psicológico, formado por mim!
Abro a janela e vejo chuva, olho para pessoas e vejo a imagem da inveja um monstro que toma forma de em minha frente, por que não pra mim? Por que não comigo? E por que comigo?! Perguntas e mais perguntas, onde encontro as respostas? Como faço para entender as perguntas?
Minha busca infinita, meu algoz. Olho para traz não veja nada, procurando de maneira frenética nas lembranças algo que mostre que estou vivo algo que mostre que eu existi. Nesse momento o que respiro é o ar do arrependimento. Poderia ter dito, poderia ter feito, poderia ter socado a cara! Mas me mantive sereno, pleno, invisível.
Ironia nesse momento eu sou notado finalmente sou visto, chama pelo meu nome perguntam se eu estou bem! Apenas nesse momento, momento único que me enxergam momento único que me percebem aqui, sim esse momento é único sim eu estou aqui. Momento maravilhoso!! Satisfação, alegria, falam comigo, perguntam sobre mim, é a vida inteira eu esperei por esse momento, esse é o grande momento esse é o momento da minha morte!

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